COUR D´AMOUR

 

Intra, filii, in cubiculum et visita sponsam tuam. O jovem cavaleiro obedeceu.

A noite passou, e chegava a clara alba. De mãos juntas, os dois em sua nudez casta e branca. Graças à compaixão dos sentinelas, não foram incomodados até o primeiro toque de prontidão.

O cavaleiro vestiu-se, ajaezou-se  e saiu. Brancaflor, sozinha e triste, cantou para a aurora.

Id est, in oculis eorum,

ut diligatis invicem

et amandi

sine qua nullum est tempus,

nihil quicquam absente

ut nihil desit

No pátio ainda vazio, ajoelhado e contrito, rezava, quando o fanfarrão Panurgo veio e deitou um manto sobre os ombros jovens.

“Comeu a moça?”

 

Anúncios

5 comentários em “COUR D´AMOUR

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s