HIROSHIMA MON AMOUR: O amor enquanto experiência da memória

MONTE DE LEITURAS: blog do Alfredo Monte

url-9 HiroshimaMonAmour

(escrito especialmente para o blog em novembro de 2009)

Hiroshima e Nevers, as referências espaciais do filme HIROSHIMA, MON AMOUR (1959), de Alain Resnais, são abstrações. São palcos para encontrar, perder e sobretudo rememorar o amor:  os amantes mergulham numa intimidade palpavelmente física, de uma maneira como raras viu se viu em cinema ou literatura (sem um clichê erótico, sem especificações de posições, quem fez o quê, sem terminologia de lugares, o que sempre resvala para  cômico), porém o “amor”  passa longe deles, é inagarrável: quando se fala de amor, sempre é outra coisa, o que é comum no universo de Marguerite Duras, que escreveu o texto: os amantes de Moderato Cantabile (1958) falam do amor de outro casal, os amantes que se conhecem e trepam na Hiroshima de 1959 vão falar do amor perdido da protagonista, durante a Segunda Guerra, um alemão (o que acarretou que lhe raspassem…

Ver o post original 646 mais palavras

Anúncios

2 comentários em “HIROSHIMA MON AMOUR: O amor enquanto experiência da memória

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s