Recorte sobre nobilíssima vagabunda que valorizo além de qualquer outra pessoa do sexo feminino. Excetuando-se, talvez, Teresa de Ávila, santa de minha particular devoção.

A senhora Murasaki, escrevendo.

A senhora Murasaki, escrevendo.

Murasaki Shikibu, mulher que viveu no século X, nobre além do que hoje se entende por nobre. Como? Nobre, aristocrata, muito acima do humano comum e simples, muito acima da cachaça, embora cagasse e mijasse como qualquer outro. Talvez a maior escritora de todos os tempos, autora do Gengi Monogatari. Nobre dama japonesa do período Heian. Murasaki, essa, foi confrontada por uma serva que lhe fez ver que sabia de seus encontros amorosos com pessoa não autorizada pelo possuidor de sua buceta, lábios e, ò vaidade, de sua mente e espírito. Shikibu, a senhora Murasaki, fez ver à serva dos severos castigos que lhe podia prover. A serva contou-lhe então que escrevera um poema de morte para si. E o recitou:

Por favor circundem o campo de minha morte

Todos os cães e abutres do céu

Alegremente, desfrutem de minha carcaça

 

“Isso pode ser providenciado”, disse Shikibu.

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