POEMETO II SEM MÉTRICA (para se ouvir ao som de “o último tango em Vila Parisi”)

death-and-the-maiden-lo-res

O mundo do mais estranho, a caixa de pandora,

O tremedal do medo, o caos, a tunda

Nada mais será do que preâmbulo, moda

Onde todos baixam as cabeças e erguem a bunda

Feito assim um Brasil, desses aí, à roda

Feito um Brasil, assim, um macambúzio

Como se um babalaô cantasse

A predição adormecida no interior do búzio

Ó tempos, ó estações, ó descalabro

Onde todos os animais que peidam

onde todo Jesus que é babujado

Onde o quadrilátero dos sicofantas

Onde todos os profetas com cajado

Prosperam, escrevem, arrotam, beijam

Ai, eis que me ufano destas plantas

Pois temos nesta terra os fortes cus

Mui penetrados, uns sangrando, uns

As pregas excitadas e retráteis, de truz

Ó meu país, o mundo…o mundo

Ó rosa dos ventos, ó meu pão sírio

Aqui deste lado é mundo e é escuro

Mesmo assim, até por isso, contudo

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3 comentários em “POEMETO II SEM MÉTRICA (para se ouvir ao som de “o último tango em Vila Parisi”)

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