A dama do lago

Philip Meadows, detetive particular?

É o que está na tabuleta da porta.

Meu nome é Hope Spatchcook e eu preciso encontrar uma pessoa, senhor Meadows.

Uma pessoa, sei, quem…?

Eu mesma. Preciso desesperadamente me encontrar.

Hum…interessante. Bem, vou precisar de algumas informações, senhorita Spatchcook.

O que quiser senhor Meadows…

Me descreva esta pessoa, como ela é?

Oh, muito confusa, um pouco fútil, dada a “intelectualismos”…

Sei, conheço o tipo. Crença?

Bem, eu, quer dizer, ela, não crê num Deus antropomórfico, mas numa força que sustenta a tudo e a todos…

Hum, uma devota da Eletropaulo, sei. Como a definiria em termos filosóficos?

Basicamente Kantiana, mas com influências de Bergson e Heidegger. Um pouco anacrônica como vê…

Utilitarista?

Mais prá intuitiva…

Vida amorosa?

Bem, ela se entrega de corpo e alma ao ser amado…

Passional, hein? Vida sexual?

Uma fornalha, um motor a explosão que se entrega ao prazer como se fosse a última trepada, desculpe, como se fosse a última vez…

Sensualista imoderada…sei. Onde posso encontrá-la, onde anda?

Pela vida e pelas noites, em caminhadas soturnas rumo ao amanhecer…

Certo, acho que já tenho o bastante. São setenta e cinco dólares por dia, mais despesas.

Posso pagar com cheque?

Deixe-me ver…crê na Eletropaulo, ama que nem doida, trepa como uma cabra e é maluca…não, é melhor me pagar em dinheiro mesmo.

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