HOMOTELEUTO CACOFÔNICO

Olavo-Bilac

Confabulando, cinco sílabas conto

de metrificações não tanto tântricas

mas não resisto, aspiro ao dodeca,

não ergo a lira ó Safo e canto?( Um deca?)

 

Não, minha ambição sempre é o alexandrino

São só doze sílabas, dois hemistíquios

Claro, não consigo, falho ao duplo hexacanto

Claro, não consigo foder dois orifícios

 

Ou bem faço coisa incerta ou rimo

Trimegisto, Hermes, ditirambos, merdas,

É cesura feminina amancebada em anapesto

é dispondeu então? romancilho entrecoberto?

 

Não lavro a lira ó Safo e canto? (tu cantas?)

Incertas e ao aberto. São só palavras, certo?

E mais de um céu é descoberto ao pranto

 

E Douto

E perniaberto

 

Ai, Maldição, cadê o verso másculo?

Perniaberto, douto, ó tema vagabundo

A mestria ao caralho, eu queria doze sílabas!

 

mas não desisto: ergástulo, báculo, mundo

Trissílabas, dissílabas, então redundo?

“fulge em nuvens, no poente, o Olimpo, o céu delira”

Obrigado, Olavo Braz, pela lira.

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