POEMETO PARA DEPOIS DA CHUVA (Para ser declamado por um homem nu a uma mulher nua)

 

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Eu nem mesmo entendo o que é vida

Mas tenho a mulher que é minha

e a vida e a  chuva

E tenho minhas dúvidas, frias, e a chuva

 

E tenho minha vida, meu governo e suas culpas

E as rimas pobres que rimam morte com sorte

E tenho a sombra pequenina e sombria

E as rimas de estar só com o pó e a terra fria

 

Só, como quem compõe uma canção,

Como quem lamenta estar só e comenta como aporte

Como quem ruge contra o tempo e a sorte

Como quem coleciona momentos, sem métrica

 

Tudo o que abarca a infinitude geométrica

 

Como quem insiste em remar contra o tempo

Rimando quando ninguém mais rima, a paz ascética

Diferentemente de augusto, o dos anjos, de quem roubo

Uns e outros, inda que breves, os vãos momentos

 

Combinando palavra com palavra como quem

coleciona aos todos eles, sim, aos sentimentos

Como quem conspira, puto e terno, contra o tempo

E quando acabar o mundo e não houver mais tempo

 

Cantará sobre mariposas e seios e mais além

E discorrerá sobre corpos de mulheres nuas

Por serem belos os corpos de mulheres nuas

E só porque, só porque, seios cheiram bem

 

 

O pecado, o pecado…

Um dos maiores fotógrafos vivos, o mexicano PEDRO MEYER é o criador de uma das mais instigantes obras na atualidade. Tá, já creditei. Mas a conversa é mais outra. Vejam esta imagem: serenidade e uma terna safadeza. Sexo não é para amadores. Mulher não é para amadores. Pensando bem, nada é. Para vossa apreciação.

Isto, só a título de informação, é pecado.

Isto, só a título de informação, é pecado.