O PRIMEIRO BRASILEIRO EM MARTE: novas descobertas

Slide1

 

 

Já havíamos antes reportado, neste espaço, sobre a polêmica viagem de Cego Aderaldo e José Pacheco ao planeta Marte (Ver aqui: https://goo.gl/CzQxMb). Eis que agora temos mais um intrigante indício de que talvez um terceiro brasileiro o tivesse feito antes.

É com certo cuidado que expomos o que segue, mas o expomos, certos de que somente a discussão fecunda poderá trazer novas luzes sobre o caso.

 

Corintiano Voador

 

 

 

O PRIMEIRO BRASILEIRO EM MARTE – PARTE I

(Revista Panta Rhei. Ed. 13, ano 7, p. 13 – Ouroboros Editora)

 

 

É de conhecimento geral o rebuliço causado pela descoberta recente da memória de Sílvio Romero, o insigne jurista sergipano, dando conta de uma suposta primazia brasileira na visita a Marte, o fatídico Planeta Vermelho.

Digo fatídico por não querer dizer mais, dados os mistérios, os acontecimentos inusitados quando não macabros a cercar o ― assim se expressou o Dr. Czermk de Leipzig ― Enigma Marciano[1].

Mas então, o primeiro brasileiro em Marte? Enlouqueceu o autor, ou pior, chegou a tal ponto sua fatuidade? Mas não, é com destemor que jogo à arena o candente assunto, melhor diria candente revelação: sim, o primeiro homem a pisar em solo marciano foi brasileiro, e que brasileiro!

Sei, já prevejo os esgares nas faces doutas. Um brasileiro em Marte? Disparate!

Não foram diferentes as reações ao primeiro pouso de nau feita por homens em solo lunar por Bedford e Cavor, em 1901. Houve quem chamasse ao primeiro de louco fantasista, já que Cavor supostamente permanecera em solo lunar. Foram necessárias as expedições posteriores de 1915 e 1917, onde se estabeleceram relações com os desconfiados selenitas, não fáceis e nem pacíficas. O resultado, o resgate de Cavor, calou as vozes insultuosas.

Mas, e todos sabem, a verdadeira polêmica se deu quanto à primazia do primeiro pouso lunar, vez que americanos e franceses requestaram esta glória para Michel Ardan e Barbicane, do Gun Club, em 1865, ou mais exatamente, para os dois americanos membros do Gun Club e para Ardan.

Ora, se a viagem dos ingleses foi fartamente documentada, pelo menos no que tange ao fato de haver sido Cavor encontrado na Lua e ter este confirmado, inclusive documentalmente, a partida de sua esfera em 1901, não havia a mesma certeza quando ao feito do Gun Club, por muitos considerado como um gigantesco feito de propaganda. Não ajudaram, é claro, as revelações da ex-Mme. Adele Ardan no seu Michel Ardan raconté.

E temos então Marte!

Sim, tivemos uma viagem a Marte. Antes mesmo que à Lua. Não poucos desacreditaram da obra publicada por Edwin, sobrinho do ex-capitão confederado John Carter, com uma compilação de suas memórias (dele, John).

E nada mais natural, dada a ideia de que um, digamos mecanismo, manufaturado por  antiga e avançada civilização, permitisse a que um homem fosse de imediato transportado a Marte[2].

Havia mesmo a sugestão nas entrelinhas que existiriam outros sítios em nosso orbe a guardar mais destes mecanismos fantásticos. Cavernas em ermos inóspitos, quase inacessíveis, somente esperando seus aventurosos descobridores. O encontro de uma estranha relíquia entre os bens deixados pelo espólio do capitão Carter foi mencionada; como mencionado também foi que a relíquia foi prontamente arrebatada pelo governo americano e dela não mais se soube.

Acresce que por esta época houvera a descoberta dos canais marcianos, entrevistos ao telescópio por Percival Lowell, embora este não tivesse ainda publicado suas conclusões, o que só se daria em 1891.

Com o que voltamos ao Brasil e ao primeiro brasileiro em Marte.

O mundo editorial brasileiro foi sacudido há três anos pela descoberta do assim chamado Manuscrito Escadafhart, cuja autoria de Sílvio Romero hoje é incontestada, e sua publicação por Célia Loredano.[3]

Para os não iniciados, Sílvio Vasconcelos da Silveira Ramos Romero, Sílvio Romero, foi brilhante jurista sergipano da chamada Geração de 1871 e, juntamente com seu mestre Tobias Barreto, revolucionou o pensamento jurídico e filosófico no Brasil de Dom Pedro II. Ambos foram membros fundadores da assim chamada Escola do Recife, ligada à Faculdade de Direito da cidade homônima.

Pois bem, foi este Tobias Barreto o primeiro brasileiro e talvez o primeiro homem no mundo a pisar em solo marciano. Expliquemos.

Encontrado em documentos avulsos durante pesquisa no Arquivo Nacional, o Manuscrito traz em seu bojo relato tão fantástico que somente as recentes pesquisas levadas a cabo por equipe mista da UFPE e USP  no Lajeiro do Frade, na cidade pernambucana de Escada, puderam separar o mítico do histórico, concedendo ao relatado foros de verdade.

 

A VIAGEM DE TOBIAS BARRETO

 

Em 1873, Albert Wilhelm Heinrich von Preussen, filho daquele que seria o kaiser Frederico III  visitou o Brasil, sendo recebido com honras por Dom Pedro II.

O jovem príncipe viajou, com numerosa comitiva, na corveta Olga, e saindo da Corte estendeu sua viagem até o município de Escada, Pernambuco, onde chegou na data de 03 de maio de 1883. O fato é referido em Himmel und Escadafahrt, artigo escrito por Tobias Barreto, único brasileiro a fazer da comitiva do príncipe imperial.[4]

Ora, tal fato sempre intrigou a historiadores, a não prevista visita do príncipe imperial de uma das mais poderosas nações da época a um esquecido município pernambucano, onde se vê hóspede do Coronel Marcionílio da Silveira Lins, Barão de Utinga, no engenho de Sapucagi.

O manuscrito conta história diferente do artigo de Tobias Barreto, onde este relata emocionado da honra de ter sido convidado para a comitiva imperial para visita à cidade que o escorraçara[5], além de tecer os mais ingênuos encômios à figura do príncipe e à cultura alemã de modo geral (Barreto era conhecido germanófilo).[6]

Não, nada de festas, rapapés, bandas. A visita principesca, assim relata o manuscrito, serviu tão somente para acobertar operação de espionagem sob o comando do Capitão-Tenente von Schwind para investigar a existência de uma “relíquia”, assim primeiramente chamada, sob a posse do coronel Marcionílio. O Manuscrito não deixa dúvidas: tratava-se de um dos “mecanismos de transporte” marciano, encontrado sabe-se lá Deus quando pelos primeiros conquistadores portugueses e arrebatado de uma gruta, evitada a todo transe pelos indígenas que então habitavam a terra.

Sabe-se que a procura por relíquias marcianas, estimuladas pela publicação das memórias de John Carter, virou uma febre a manter ocupado todos os serviços secretos das grandes potências da época.

Mas como chegou aos alemães esta informação, que de outra forma jamais cruzaria o Atlântico?

Segundo o Manuscrito, Tobias Barreto fora a fonte da informação[7].

Quando de sua estada na cidade de Escada, de quem foi deputado provincial e juiz municipal, Tobias manteve estreitos e profundos laços de amizade com o coronel Marcionílio e sua família.

Assim escreveu em seu Himmel und Escadafahrt: “…nos últimos tempos de meu exílio escadense, fora-me a casa do coronel Marcionílio, no engenho Sapucagi, um ponto de passeio e entretenimento, sem que tivesse, nem uma só vez que lá me achei, deixado de conversar sobre a Alemanha e meu fanatismo por ela.”.

E mais que a fonte, o intermediário que convenceu Marcionílio a franquear o acesso a cientistas alemães disfarçados de oficiais da corveta Olga, comandados pelo já citado von Schwind.[8]

No Manuscrito há menção de Sílvio Romero a relato de Tobias Barreto, onde se refere ter sido este procurado por Marcionílio quando de sua estada anterior em Escada. E foi nesta ocasião que Marcionílio, temeroso, lhe apresentaria pela primeira vez a relíquia, descrita como um “tubo metálico vermelho do qual escapavam bruxuleios”, quente ao tato e coberto de estranhos glifos que Barreto supôs fosse uma ancestral escrita marciana.

Sim, já nesta época, Barreto nutria suspeitas de uma origem marciana. Supunha, ainda segundo o Manuscrito, ter sido a Terra objeto de expedições do planeta vermelho ainda em eras priscas.

De qualquer maneira cerrou-se o episódio num velo de mistério e conspirações, dado que não sabemos que fim teve a “relíquia”. Teria sido levada pelos alemães? Teria permanecido sob a guarda de Marcionílio ou mesmo de Barreto?

Célia Loredano refere duas hipóteses isonômicas: o artefato teria ficado sob a posse de Marcionílio e/ou Barreto, dado que dificilmente poderiam os alemães tê-lo arrebatado do centro de poder de uma das figuras políticas mais poderosas da região, dispondo de homens e meios  a mancheia.

Ou, tendo sido entregue voluntariamente, fora levado pela comitiva principesca para destino que permaneceu e permanece ignoto.

Sobre esta segunda hipótese, refere Loredano que von Schwind era notório membro da Ordem de Thule, organização iniciática da qual o próprio Hitler teria sido membro. Ora, ainda segundo Loredano, é fato conhecido que no decorrer da Segunda Guerra foram patrocinadas pelo Reich expedições com o fito de encontrar-se ao orifício que levasse ao centro da terra, comandadas por oficiais e cientistas nazistas que eram ao mesmo tempo membros da mesma ordem iniciática. Não seria possível, pergunta-se Loredano, que tais expedições fossem um disfarce para a procura de grutas e cavernas onde poderiam estar escondidos outros tantos artefatos marcianos?

Para nossos propósitos tais considerações são, ao momento, inúteis, dado o conteúdo da segunda parte do Manuscrito. Esta, que nos interessa e sobre a qual nos estenderemos a seguir contém relatos fragmentados de visita ao planeta Marte ocorrida entre os meses de fevereiro a maio de 1878. A ela.

 

O DIÁRIO MARCIANO DE TOBIAS BARRETO

 

Sílvio Romero refere carta de Tobias Barreto datada de 6 de novembro de 1887:

 

[Amigo Sr. Sílvio:

 

Já deve ter recebido a minha última carta, na qual enviei-lhe as notas que me pedira. Creio ter sido completo. Se, porém, carecer de mais algum esclarecimento quanto às datas, escreva-me.

Venho hoje pedir-lhe um favor. Acaba de dar-se na faculdade…]

 

A referida carta pode ser cotejada à página 242 da edição comemorativa de 1991 dos Estudos Alemães.

Voltaremos ao assunto.

 

[1]Os professores Dr. Czermk e Dr. Rosenthal foram escolhidos para dirigir a publicação de uma Biblioteca Científica Internacional, em 1873. A feliz experiência foi erigida com o fito de traduzir ao alemão obras científicas que fossem dignas disso. A referência ao Enigma Marciano pode ser encontrada na obra Uber die Natur der Cometen (Sobre a natureza dos cometas) do grande astrônomo Johann Carl Friedrich Zöllner, publicada em 1872.

[2]Existe uma obra ficcional baseada nas memórias de John Carter, escrita por Edgar Rice Burroughs, a partir do livro de Edwin Carter, chamado A Princesa de Marte.  “um amontoado odioso, deturpante e fétido da jornada heroica de um grande homem”, escreveu Edwin em suas memórias, anos depois.

[3]GRIECO, Célia Maria Loredano. Manuscrito Escadafahrt: uma aventura de Tobias Barreto. Editora UFRJ, Rio de Janeiro, 2013.

[4]Himmel und Escadafahrt, página 201 da reedição comemorativa dos Estudos Alemães, de Tobias Barreto, patrocinada pelo governo do estado de Sergipe em 1991. O fato foi também noticiado na edição de 4 de maio de 1883 d’O Diário de Pernambuco.

[5]Tobias Barreto, nos anos de 1879 a 1881, residindo em Escada, por conta de querela não ainda de todo explicada, teve sua casa cercada por jagunços dos grandes da terra que o expulsaram do local.

[6]Primus inter pares, O senhor Barão von Seckendorff é um dos mais belos exemplares, que tenho visto, do homem culto e delicado…. Quanto ao príncipe Heinrich, eu já sabia por informação de uma escritora alemã, que a princesa imperial Vítória dedica-se muito à arte de jardinar, e que o momento ético e cultural deste trabalho se deixa ver claramente na educação de seus filhos. Himmel und Escadafahrt in Estudos Alemães, p. 203.

[7]Célia Loredano localizou uma brochura publicada às expensas próprias por Thomas Maples (?) em tipografia da cidade americana de Philadelphia, provavelmente em 1892, mas sem maiores indicações, na Biblioteca do Congresso: An Extraterrestrial Relic In Brazil? An Inquiry About The Olga’s Expedition.

[8]Provavelmente Ernst Wilhelm Carl von Schwind Zum Hel, desaparecido em 1919, talvez no Báltico, capturado por forças soviéticas estacionadas na Letônia. Segundo Loredano, é quase certo ter pertencido ao serviço secreto da marinha alemã.

Vapor-Punk: Antônio Vieira, impérios e outros sebastianismos

stempunk2

Padre Antônio Vieira.

Sei, o título, o punk, o vapor no punk.

Mas então Vieira, o padre, sonhou com um Quinto Império, sucessor dos impérios assírio, persa, grego e romano.

Um império universalista, cristianíssimo e lusitano. Um império tout court, mas guiado espiritualmente (só espiritualmente, Vieira não era burro) pelo Papa.

Um império agregador e, talvez forçando a barra, multicultural até onde se podia ser multicultural à época. Mas, português o Quinto Império.

E assim o imaginou Vieira, o padre, alguns dizem que fortemente influenciado pelas visões de Gonçalo Anes, de alcunha o Bandarra[i], um sapateiro dado a visões do Portugal seiscentista.

O Bandarra via coisas, previa o tal império dominado pelas gentes portuguesas. Previa um rei profético, predestinado, o rei Encoberto, que quando finalmente viesse, se desse a descoberto, aí sim, o tal império.

Incidentalmente: Dom Sebastião morrera lutando contra os infiéis no Marrocos. Então, lá vai que Dom Sebastião, no futuro,  se encaixaria certinho no papel de rei Encoberto[ii]. Certo.

Já o Leão é experto

Mui alerto.

Já acordou, anda caminho.

Tirará cedo do ninho

O porco, e é mui certo.

Fugirá para o deserto,

Do Leão, e seu bramido,

Demonstra que vai ferido

Desse bom Rei Encoberto.

Bandarra, sapateiro e porralouca, acabou nas malhas do Santo Ofício. Pois é, século dezesseis, os prelados não sabiam brincar.

Mas então o Vieira não deixou por menos e pensou o seu Quinto Império por começar. Colossal, universalista. Cria-o inevitável, um desígnio divino, necessário, final.

Mas aí mudamos bruscamente e vamos a um sub-gênero da ficção científica: o Steampunk, que não é assim tão novo e pode ser descrito como a elaboração de histórias em ambientes vitorianos.

Mas ambientes alterados (não queria, mas vá lá: universos alternativos) onde a revolução industrial e tecnológica antecedeu de um século ou mais, enquanto os valores culturais são aqueles da era vitoriana que conhecemos.

Daí, computadores com chassi de madeira, aeroplanos a vapor et alia. Ou mesmo computadores de chassi de alumínio, celulares 3D, a depender de escolhas do autor, mas sempre operados por moçoilas de anquinhas ou cavalheiros de fraque. Imaginem José Dias mandando um e-mail a Bentinho, dando conta do comportamento estouvado de Capitu.

Citar autores seria tedioso, a maior parte americanos, mas pode-se sempre conferir a criação de Greg Broadmore, um universo conceitual a que chamou o Mundo do Dr. Grordbort, uma espécie de terra paralela Steampunk, onde a Inglaterra vitoriana estende o poder do império britânico a outros mundos do sistema solar. Aos que quiserem conferir, posso sugerir o link http://tinyurl.com/lgxj3h8, onde o audaz e valente Lorde Broadforce, acompanhado de seu criado-robô Carruthers e da jovem jornalista Millicent Middlesworth, se aventura na feroz selva do planeta Vênus.

Evidentemente, pertencendo a um ramo de um gênero de triste fortuna no Brasil, o Steampunk é candidato perene à ignorância geral.

 

Mas eu comecei com Vieira, o padre e não foi sem razão.

Luis Antônio M. C. Costa [iii], jornalista e escritor , já se aventurou pela versão verde-amarela do tecnovapor, por enquanto batizada de Tupinipunk.

Existem outros autores, mas vejam que maravilha, Costa deve e muito aos “estalos” de Vieira, pois que o seu universo se constrói justamente a partir do florescimento de um Quinto Império, em uma Europa na qual a ascensão protestante é justamente contrabalançada por um enfraquecimento do papado, gerando maior autonomia dos estados católicos: existe um Sacro Império Romano-Francês, um império russo invasor de Constantinopla e um califado islâmico cobrindo partes da Europa oriental, Ásia e África.

No Brasil, sede do Quinto Império, há um movimento Bandarrista, conduzido por uma agremiação extremista de direita, a Sociedade Gonçalo Eanes. Mas também, um Zambi de Deus, cientista e encarnação outra de Zumbi dos Palmares. Negros islâmicos, judeus, hinduístas, um Conselho Ecumênico sediado em Salvador.

Leiam o blogue Mitopese (http://tinyurl.com/qe9bcsw), onde Costa postou alguns de seus contos, que recomendo, notadamente Um Estudo Em Verde e Amarelo, onde criou a personagem Guataçara Turymembyra, uma Icamiaba[iv]  engajada no exército, ferida nas guerras do império na África e, convalescente, recém-chegada ao Rio de Janeiro, aceita dividir um apartamento com um excêntrico, Flávio Ilha, que tem por monomania o praticar deduções a partir de mínimas evidências.

Para quem não entendeu, Sherlock Holmes e Watson em versão Tupinipunk.

Também recomendo O Istmo do Dr. Moreira. Está também tudo lá: o Sagrado Quinto Império Universal Cristão de Portugal, Brasil e Algarves, personagens como Mamadu e Issa Baldé (Malês islâmicos), Judite Moreno da Fonseca (judia sefaradi), o professor Zambi de Deus e uma igreja ecumênica fundada por Dom Sebastião, após seu rompimento com o papado.

Ah, e deliciosas referências Machadianas.

Enfim, é a sugestão do chef para hoje.

‘Cabou.

steampunk


[i] Bandarrara sapateiro e místico, o que é uma excelente combinação se pensarmos em correlatos como carpinteiro e místico, cobrador de impostos e santo.

[ii] Sofregamente esperado até em Canudos, onde o Conselheiro previa sua chegada por sobre as ondas do mar para acabar com a maldade do mundo e com a república também.

[iii] Articulista e editor da revista Carta Capital. Procure, tá lá no expediente.

[iv] Consulte o Macunaíma, de Mário de Andrade, as amazonas Icamiabas estão lá.