BREVES CONSIDERAÇÕES, CAUSOS, BURLAS E OUTRAS MERDAS

mr__writer_by_mathiole

Writer – by Mathiole – DeviantArt

 

O passado que Já foi. Jamais me esquecerei: de “Bonga, a mulher-gorila”; da “mulher-aranha”; da “mulher-cobra” que virou mulher-cobra por ter batido nos pais; do leão que já matara oitenta homens (…meu irmão perdeu a mão nas garras deste leão…). E, finalmente a recordação mais pungente: “rapaz de branco junto à barraca de tiro ao alvo oferece esta canção para moça de vestido azul na fila da roda-gigante como prova de amizade e consideração”. E o “dangle”? Quem não verterá uma lágrima ao lembrar-se?

 

Quatro (4) robustos (fortes prá dedéu) anjos (pessoas com asas) foram vistos sobrevoando a cidade de São Paulo. E armados! Medo.

 

Daí que a polícia militar do templo de Jerusalém prendeu Jesus por formação de quadrilha. Infelizmente os outros doze caras se evadiram e a PM só apresentou Jesus ao Dr. Pôncio Pilatos, delegado de polícia titular do 1. DP de Jerusalém. Evidentemente que foi “caguetagem”, eles tinham um X-9 infiltrado, um tal de Judas. O tratamento não foi dos mais elegantes: “Fala meliante, confessa…”, “pô, eu sou filho de Deus, deixa eu dar um telefonema”…essas coisas que sempre acontecem nas delegacias.

 

Ali estava eu, nesta fotografia de 1941, o viajante do tempo. Reparem em minhas roupas, nos óculos. E há quem não acredite…

 

Daí que eu conheci um cara, mais exatamente um advogado, que nunca dizia “bom dia”, mas sempre “um ótimo dia”. Eu detestava o sujeito…

 

O que, traduzindo, significa que o todo é uma porcentagem da eternidade, uma fração do infinito, o saldo que restou da vida eterna quando Adão olhou prá Eva com maldade no coração e Eva olhou prá Adão com mais maldade ainda no coração ou, mais exatamente, maldade nas virilhas, o que não significa que o tempo é simples, simples é o templo, de Salomão ou não, o importante é contribuir para a construção, vendendo os filhos e alugando a patroa, a qual, aliás, tem menos do que pensa, e acha que precisa de matemática, que é prima-irmã do tempo, que é simples. E não pensa. Elementar, meu caro Vátson!

 

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIOOOOOOOOOOOOOOO, Silver!, disse Joaquim, o cavaleiro solitário. Ou era Batman? Homessa, confundo-me com as identidades secretas.

 

Nós, os que pecamos… Nós, os tartamudos. Nós, os “planos”. Rápido, todos para o cinematographo…!

 

O mundo é um moinho e vai triturar meus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir minhas ilusões a pó. Sofro, então queixo-me às rosas, mas que bobagem!, as rosas não falam. Sofro, sinto abalada minha calma, embriagada minh´alma. Mas recupero-me, levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima. Procuro me alegrar. Boemia, aqui me tens de regresso e suplicante te peço a minha nova inscrição. Procurarei por você, meu amor. Sabe o cara que sempre te espera sorrindo, que abre a porta do carro quando você vem vindo, te beija na boca, te abraça feliz, apaixonado te olha e te diz que sentiu sua falta e reclama? Esse cara sou eu.

 

Mas eu falava do amor e sei que incautos e apressadinhos pensarão em “peitos e bundas”. Ledo engano, só o amor é soberano…

 

Pretendo conquistar o mundo. Simples assim. Germinou a ideia em 31 de dezembro de 2012. E a ideia malsã não me abandonou: dominar..o mundo. Tive grandes exemplos, soberbos mestres. Fu Manchu (ninguém conhece), o Doutor Zero. Zeeeeroooo. O Doutor Zero. Esse me conquistou, me deu a pegada, o insight. O mundo. Meu. Chegarei lá.

 

Pronto prá ficar puto qui nem homi macho masculino. Não tecerei loas a Themis e nem ao Parquet e nem aos Togados e nem aos capitães-do-mato, mas já posso mandar à merda com verve. Meu mote: me respeita, mundo!

 

A lua cheia gerou jiboias paranoicas que infestaram os planetas circundantes. As jiboias geraram triângulos, sendo que cada um deles era uma catástrofe inteiramente evitável. Os triângulos geraram ametistas falsificadas para os brincos das embaixatrizes e das cafetinas.

 

Dúvida feicebuquiana: qual mais importante: meu rabo (e minhas “angústrias” postadas minuto a minuto) ou o rabo da pátria?

 

ou m´mbora prá Passárgada, lá não sou amigo do rei que esse negócio de ser amigo do rei é coisa de safado. Enfim, serei Feliciano, digo, feliz. P.S.: felicidade também é coisa de safado.

 

Quando eu tinha vinte e poucos anos e era (ou pensava que era) crítico de cinema, pensava de vez em quando que algumas das melhores críticas de filmes que eu já tinha lido eram as sátiras da revista Mad…

 

Quem sou? Oras, sou um homem que respondeu, ao ser perguntado por que veio ao mundo: Ah, vim pelo clima…e pelas mulheres.

 

Quando dizemos: Que antipático é fulano, devíamos dizer: A abstinência torna-se estéril quando ditada pela fraqueza do corpo ou pelo vício da avareza ou então O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites ou O prazer do amor é amar e sentirmo-nos mais felizes pela paixão que sentimos do que pela que inspiramos ou Não há papéis pequenos, só atores pequenos ou quem sabe Tudo tem alguma beleza, mas nem todos são capazes de ver. Ou seja, não entendi nada mas que ficou bonito ficou.

 

A mó de parecer fino. A mó de parecer antenado. A mó de ser pernóstico (que é o sujeito que comercia com pernas).

 

E vendo as multidões, meus olhos passeando por meu povo sofrido e carente de perfume que irá votar no vindouro ano, só me resta, vendo, repito, as multidões, repetir a pergunta trágica de Lope de Vega: ¿DÓNDE ESTÁ WALLY?

 

Deve-se postar bêbedo ou sob o efeito de substâncias exóticas? Tenho prá mim que sim: talvez fique ininteligível, mas sempre se terá a desculpa de que se está sendo verdadeiro.

 

A pedidos: a amizade feminina. E eu sei? Sei não, de nada não. Agora, vou dizer a única coisa que eu sei, que é o seguinte: já sei da conspiração planetária de vocês! Vocês nunca me enganaram! Nunca me enganei quando dizem que vão até o toillete; conversa, vão é conspirar. Vejo vocês trocando as mensagens cifradas: “a gente se fala depois tá?”, “mas você está linda!”, por exemplo. O que será que quer dizer? Preocupo-me. E preocupo-me principalmente porque eu durmo com uma conspiradora. O que reserva ela para mim quando tomarem o poder? Irá me por uma coleira e exibir pras amigas? Besteira, isso ela já faz. A amizade feminina. A masculina é fácil de entender: uma coisa tribal, um ajuntamento de moleques discutindo o cosmos e o futebol, o que é quase um pleonasmo. A amizade feminina, este mistério a perturbar e a pesar sobre minha idosa cabeça Voadora. Voltarei ao assunto.

 

Hoje estou me sentido especialmente bem, alegre e confiante na vida. Prometo que até o fim do dia vou tomar vergonha na cara e voltar a minha pestilencial e taciturna natureza habitual.

 

Bom dia, Alfa do Centauro.

Anúncios

UM CAUSO, UMA REFERÊNCIA SAUDOSA (ONDE O AUTOR RELEMBRA UM JOGRAL DE SUAS RELAÇÕES)

St George and the Dragon Sidney Harold Meteyard (1868 –1947)

St. George and the Dragon – Sidney Harold Meteyard

 

Meu pai, homem de bem, era devoto de cordelistas e do cordel. Tinha apreço pelas histórias e amava aos contos de cavaleiros e donzelas sonhosas (Ariano Suassuna falou de um donzel sonhoso no Romance da Pedra do Reino).

Modos que meu pai era por gosto e profissão um medieval.

Grande contador de histórias, soberbo mesmo, nos narrava toda noite uma gesta qualquer, grandiosa e solene.

Me lembro do conto da princesa no castelo situado no meio de uma ilha, situada a ilha no meio de um grande lago, no qual havia um castelo com setenta e sete cômodos, em um dos quais se encontrava prisioneira a princesa. A mesma princesa, claro, que seria resgatada pelos quatro irmãos.

Aqueles, os fabulosos, que por viverem em extrema pobreza decidiram abandonar a casa paterna e a fome e a clássica miséria. E saíram em madrugada fria e desesperançada para o mundo e separaram-se ante a estrada que se subdividia em quatro caminhos.

E cada um escolheu uma senda, onde a cada um caberia aprender um ofício e se tornarem, nele, mestres. E marcaram um encontro para dali há dez anos (meu pai gostava de prazos certos e era fiel a seu ofício de jogral).

E todos os irmãos, fiéis que eram (meu pai os plasmara com cuidado) se apresentaram ao encontro marcado, ocasião que o irmão mais velho determinou que todos informassem a profissão que haviam aprendido.

E foi onde o irmão mais novo disse que aprendera a ser um arqueiro (meu pai o chamava o “brechador”); o segundo, um adivinho (meu pai o chamava o adivinhão). O terceiro um soldador (nunca entendi bem, talvez uma interpolação de meu pai em consideração à modernidade do industrial século vinte). E, vejam só, ao irmão mais velho coube a ocupação de ladrão.

Não obstante, a filha do rei fora raptada pelo perverso Dragão do Mal (que meu pai chamava de a “serpente”).

E compareceram ante o rei, que os convocara, todos os bravos do reino para a porfia suprema de lhe restituírem sua filha, a princesa, sendo prometido o de praxe: fortuna aos valorosos e casamento com a infanta.

Os irmãos, vejam bem, meu pai dizia, eram os mais pobrezinhos, não eram ricos e nem poderosos e nem nada de nadinha de nada. Mas aceitaram o desafio.

Evidente que todos o nobres enfatuados morreram todos na empreitada, fritados de modo desairoso pelo perverso dragão.

Somente sobraram os irmãos pobrezinhos para a tarefa. E para cumprir a demanda foram os irmãos, meu pai contava, ao campo de prova de honra e morte.

Chegaram ao lago, tomaram um barco e atravessaram ao lago.

O adivinhão adivinhou a localização do quarto fatídico onde encontrava-se a jovem; o ladrão, por artes sutis de ladroagem, furtou à chave do quarto que estava na boca do dragão que dormia o sono negro de dragões maldosos em toca soturna.

E recuperaram os irmãos à jovem e tomaram o barco; o dragão  os perseguiu e furou ao casco do barco com um jato de sua chama; o soldador selou ao casco (relevem…) e, finalmente, foi o dragão morto pela seta certeira do arqueiro.

E pronto.

Entretanto, a delícia do conto é que, tão logo entregaram os jovens a princesa ao rei, fez este com que ela se casasse com o mais jovem dos irmãos, em casamento grandioso cuja festa durou sete dias (meu pai gostava dos números cabalísticos).

E então, o mais importante: meu pai nos contou (e não tenho porque duvidar de sua palavra) que meu avô chegou a participar da festa e, inclusive, levou um pedaço do bolo de casamento consigo.

Mas aí seu cavalo corcoveou e o bolo caiu no chão.

Pena.

Sempre me esqueci de perguntar a meu avô qual era o sabor da guloseima.

Papai era meio vago sobre o assunto.